11 janeiro, 2007

Como se escolhe um livro

“ O dia em que eu comecei querendo ser rico, não sei bem ao certo qual haja sido, mas a verdade é que deixando de querer ser santo, logo ao dia seguinte teve seu começo a história que havia de levar-me à grande de Granada e bem assim a ver diante dos meus olhos seu soldão e a fazer vida do mesmo modo que fazem os mouros em suas cidades livremente.”


In a Lenda de Martim Regos, pág. 69.

Li no Entre Estantes que para escolher um livro devemos ler a página 69 se esta nos cativar é porque o livro é bom senão é melhor escolhermos outro. Nunca tinha ouvido falar desta teoria e acho-a um bocadinho injusta para com o escritor.

Vejamos o caso do nosso livro, tem perto de 600 páginas em português antigo, das seiscentas páginas cinco são de bibliografia consultada pelo autor. Não me parece que lendo apenas uma página baste para ver se o livro me vá aguardar ou não.

A técnica que comecei recentemente a usar é ler as primeiras 30 páginas se o livro me agarrar continuo senão volta para a fila de espera (que já vai longa, por sinal). Depois a outros factores, por exemplo há tipos de livros que só gosto de ler em férias, outros que são para ler a lareira, outros no autocarro. Enfim depende tudo do meu estado de espírito.

2 comentários:

Minerva McGonagall disse...

Essa teoria da página 69 é idiota!

Sandra B. disse...

Para mim também depende do estado de espirito a escolha da leitura de um livro!

Não conhecia a teoria da página 69, na realidade é um pouco aleatória